quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Prólogo

Tudo nesse mundo é regido pelo poder dos anjos. Cada coisa que acontece nesse mundo, cada evento na vida dos seres humanos é definido por Ele e executado pelos anjos. Sim, o destino existe. Sim, tudo está escrito antes mesmo de você vir ao mundo. Eu sei que você está se perguntando nesse exato momento: 'mas e o livre arbítrio?'. O livre arbítrio é algo que foi inventando para atrapalhar o trabalho dos anjos.
Ele era um anjo de classe baixa. Um Querubim. Sua função era juntar casais, o tipo de anjo que se conhece popularmente por cupido. Não, os cupidos não são aquelas criaturinhas de forma infantil, com um parzinho de azas e usuários de arco-e-flecha. Quando assumem a forma humana, assim como qualquer outra, se apresentam da maneira que lhes convém.
Seu supervisor você provavelmente já conhece, pois ele é muito famoso. Seu nome é Miguel. Sim, é aquele mesmo que mandou o Coisa Ruim para o andar debaixo naquela famosa batalha entre o Bem e o Mal. Em tempos de paz, Miguel toma conta do departamento do amor, onde segundo ele acontecem as coisas mais interessantes no mundo dos humanos.
Ele era novo na função, o que explica muita coisa. Não que ele fosse tonto, porque isso ele nunca foi, mas em matéria de amor é flagrante a diferença entre aqueles que viveram bastante coisas, e aqueles que se aventuram pela primeira ou segunda vez. Não seria diferente com ele por ser um anjo inteligente.
Sim, ele era um anjo inteligente. Mesmo com pouquíssima experiência no campo do amor, suas ideias era geniais. Seu problema não era exatamente o planejamento, mas a execução de seus planos. Ele era um tanto desajeitado. Não por ser tonto, porque isso ele nunca foi, mas por ser um tanto ansioso. Isso sim ele era, muito ansioso. Não que quisesse terminar logo o trabalho e voltar para casa, porque anjos não têm casa, mas porque queria ver logo a felicidade daqueles que deveria juntar.
Não sei se por ser inexperiente nesse ramo do amor, se por essa necessidade de ver a felicidade alheia, ou se por ser muito tonto – sim, ele era tonto – ele protagonizou a história mais conhecida entre os Cupidos, uma das mais conhecidas entre os anjos do Céu, e também entre os do Inferno.
Ele fez coisas que até Deus duvidou, literalmente.
Diz-se que por amor as pessoas são capazes de tudo. Ele mostrou que não só as pessoas, mas também os anjos, são capazes de tudo em nome desse sentimento que nem mesmo o Criador consegue explicar. Essa é a história que eu vou lhes contar, a história do Cupido 43.

Um comentário:

  1. Olá Robaon!
    Gostei desse cupido 43!
    Creio que o amor precisa dessa impetuosidade e coragem. E os chamados novatos tem muito a ensinar!
    Segurei suas histórias.
    Parabéns

    Luna

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